Cirque du Soleil: Sem pão nem circo

Cirque du Soleil: Sem pão nem circo

Cirque du Soleil: Sem pão nem circo: Cirque du Soleil entra em recuperação judicial para tentar evitar falência

Empresa canadense entrou em programa de proteção contra credores para reestruturar negócio insolvente

(Foto: Divulgação)

O Cirque du Soleil anunciou que entrou em um programa de recuperação judicial no Canadá para se proteger de seus credores e tentar evitar a falência. A produtora de espetáculos, com sede em Montreal, se encaixou em uma lei federal canadense que ajuda empresas insolventes que têm dívidas acima de US$ 5 milhões a reestruturar seus negócios.

O pedido de recuperação cita os diversos espetáculos cancelados pelo mundo por causa da pandemia do novo coronavírus. A companhia de entretenimento foi fundada em 1984 no Canadá e ficou famosa no mundo com espetáculos que misturam circo, dança, música e efeitos audiovisuais.

Segundo a rede de TV dos EUA CNN, a empresa já demitiu mais de 3,5 mil funcionários. As estimativas do mercado americano é de que as dívidas totais da companhia cheguem a US$ 1 bilhão. A empresa fechou 44 espetáculos pelo mundo somente no mês de março, durante a pandemia. O acordo inclui um investimento de US$ 200 milhões do governo canadense e mais US$ 100 milhões para tentar continuar as operações da empresa enquanto ela se reestrutura.

Cirque du Soleil: Sem pão nem circo“Nos últimos 36 anos, o Cirque du Soleil foi uma organização altamente lucrativa e de sucesso”, disse Daniel Lamarre, CEO da empresa em um comunicado. “Entretanto, com receita zero desde o fechamento forçado dos nossos shows devido à Covid-19, a diretoria teve de agir com firmeza para proteger o futuro da empresa”, afirmou Lamarre.

Creso Suerdieck Dourado

 

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