Cooperação para crescimento

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O que é fusão de empresas e como funciona no mercado

“Em muitos casos, companhias podem trabalhar em conjunto sem fazer a fusão total, criando sinergias”, diz Creso Suerdieck

Fotos: Divulgação

Companhias concorrentes não precisam ser rivais eternas. A fusão de empresas é a maior prova de que cooperar também pode ser uma ótima saída para as instituições. Para que os dois lados saiam ganhando, pode acontecer um processo de fusão, que ocorre mediante um acordo firmado entre as partes. Nessa operação, elas se unem para formar uma nova organização, com o intuito de serem maiores e ainda mais poderosas.

Na teoria, é um processo até simples, mas a fusão de empresas pode ser complexa. Isso porque as pessoas jurídicas deixam de existir individualmente. Além disso, vai depender dos tipos de instituições envolvidas e do tamanho delas. Mesmo assim, a fusão não é uma operação incomum no mercado. Afinal, os resultados costumam ser motivadores. Então, se você tem interesse no tema, acompanhe o artigo sobre o assunto.

Creso Suerdieck DouradoSegundo Creso Suerdieck, especialista em fusões e aquisições de empresas, vai mais além. “Em muitos casos, companhias podem trabalhar em conjunto sem fazer a fusão total, criando sinergias. Isso é muito comum na área de varejo, onde as empresas costumam criar musculatura e condições para comprar e negociar melhor os contratos. Imagine um shopping, onde duas empresas são concorrentes, passam a negociar diretamente com as lojas. Quando ocorrem fusões, o faturamento de ambas é agregado. Muitas vezes, como foi o caso da Intermédica com a Hap Vida, criou-se um grupo robusto, pois juntou duas empresas fortes nas regiões Nordeste e Sudeste. O único detalhe que o mercado precisa ficar atento é não haver uma concentração muito grande para que continue havendo concorrência e o consumidor podendo optar por aquele fornecedor que achar mais conveniente”, afirma Creso.

O que é fusão de empresas

A fusão de empresas funciona de maneira muito diferente de uma aquisição. Afinal, não se trata de uma compra de uma empresa pela outra, mas da união entre ambas as partes. A fusão é uma das técnicas de reorganização empresarial onde pode ocorrer a junção de duas ou mais empresas que se extinguem para formar uma nova sociedade.

Como funciona uma fusão de empresas

O melhor momento para realizar a fusão de empresas é quando ocorre uma mudança importante de mercado. O objetivo é diversificar os negócios, melhorar o acesso a investimentos ou equipamentos, angariar know-how da outra companhia, entre outras medidas.

A fusão de empresas sempre passa por uma etapa inicial de estudos, a fim de descobrir se o processo será realmente vantajoso para ambas as partes. Em seguida, temos o plano de execução, que determina os suportes da negociação entre os gestores, aumentando as chances de êxito na operação. Por fim, ainda há a avaliação dos resultados para constatar se os objetivos foram realmente alcançados.

Quais os tipos de fusão de empresas

Há, basicamente, cinco tipos de fusão de empresas diferentes. Vamos conhecer como cada uma funciona:

Fusão horizontal
É, talvez, a fusão de empresas mais comum. Afinal, ela acontece entre companhias que pertencem à mesma indústria, ou seja, antigas concorrentes. O objetivo é aumentar a participação de mercado.

Fusão vertical
Essa modalidade de fusão de empresas ocorre quando as companhias que se unem pertencem à mesma cadeia de produção, mas elas não são concorrentes. O objetivo é buscar uma solução em conjunto.

Conglomerado
Já essa fusão de empresas se dá entre companhias de ramos totalmente distintos e não relacionados. Há duas formas de conglomerados: os puros, que envolvem firmas sem nada em comum; e os mistos, que fundem instituições que buscam por extensões de produtos ou de mercados. O objetivo é aumentar a diversificação de negócios.

Fusão para extensão de mercado
Neste caso, a fusão de empresas ocorre entre duas ou mais companhias que lidam com os mesmos produtos ou serviços, mas em mercados separados. O objetivo é abranger uma base de clientes maior.

Fusão para extensão de produto
Aqui, a união ocorre entre dois negócios que lidam com produtos similares e operam no mesmo mercado. Esta fusão de empresas proporciona a expansão de oportunidades.

Vantagens e desvantagens da fusão de empresas
Embora a fusão de empresas costume trazer muitos benefícios, há também algumas desvantagens. Vamos conferir os pontos bons e ruins de uma fusão:

Vantagens:
Diversificação de mercado
A fusão de empresas ajuda as companhias a diversificar seu mercado. Por focar em um determinado nicho, a nova firma consegue atender melhor as pessoas que compõem o seu público-alvo.

Abrangência de marca
Como a fusão de empresas une dois públicos-alvo, isso certamente gera um aumento da abrangência de marca.

Aumento das receitas
A nova companhia aumenta suas oportunidades de negócio e, consequentemente, suas receitas. Afinal, a fusão de empresas amplia o mercado e expõe a firma a um público maior.

Diminuição de custos
Os processos tendem a ser otimizados com a fusão de empresas, com desperdícios eliminados e gargalos corrigidos. Com isso, a estrutura se torna mais enxuta e eficiente, gerando redução de custos.

Redução dos riscos de mercado
Com a fusão de empresas, a nova companhia se torna mais forte e competitiva com relação às diversas modificações do mercado. Isso resulta em menos riscos de mercado, visto que a firma o know-how das duas instituições existentes antes do processo de fusão.

Condições de atuação melhores
Com perspectivas mais amplas de mercado e riscos reduzidos, a atuação da nova empresa forma também é facilitada. Ela consegue, por exemplo, obter financiamentos de maneira mais fácil.

Desvantagens:
União de processos e tecnologias
É extremamente trabalhoso unificar todos os processos e tecnologias de duas ou mais empresas. Afinal, são muitas ferramentas e metodologias existentes na administração. A dificuldade aumenta ainda quando os colaboradores resistem em lidar com mudanças drásticas.

Mudança de cultura
A cultura de uma companhia não é transformada rapidamente. Em uma fusão de empresas, há um conflito cultural imediato. Mesmo que as instituições já tenham uma afinidade de valores, propósitos e objetivos.

Produtividade
Manter a produtividade após a operação é um desafio e tanto. Aqui, o fator humano pesa demais na balança, visto que a reorganização dos cargos, bem como das funções, afeta diretamente na motivação e no engajamento dos colaboradores.

Força da marca
Obviamente, mesmo com o aumento de abrangência, a marca vai perder força após a fusão de empresas. Afinal, os clientes já estavam identificados com as marcas. Ou seja, é praticamente um recomeço e a nova organização terá que investir muito em branding para se posicionar fortemente no mercado.

Como fazer uma fusão de empresasComo fazer uma fusão de empresas:

Para fazer uma fusão de empresas é preciso seguir alguns passos para que o processo seja bem-sucedido. Confira o passo a passo para a operação:

Acordos claros
As decisões precisam ser tomadas de forma precisa antes que o processo de fusão de empresas seja efetivado de fato.

Comunicação aberta
A fie evitar estresse e ansiedade em uma fusão de empresas, foque em uma comunicação transparente com seus funcionários, fornecedores, parceiros e demais stakeholders que serão impactados.

Responsabilidades e lideranças
Estabeleça responsabilidades durante o processo de fusão empresas. Você pode, por exemplo, desmembrar a companhia em equipes mais compactas e definir lideranças alinhadas com os princípios da nova firma.

Integração de colaboradores
Busque iniciar o processo de fusão de empresas integrando os colaboradores. Esclareça todos os pontos sobre governança corporativa, indicando vantagens e estimulando a cooperação entre todos.

A fusão de empresas, de fato, traz benefícios para a nova companhia que surge. Contudo, vale ter atenção ao optar por esse processo. Afinal, todo cuidado é pouco quando estamos lidando com faturamento e gestão de pessoas.

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