Crise no setor de serviços

Crise no setor de serviços: 8% perda

Crise no setor de serviços é ainda maior por conta da pandemia, já que vinha tentando se recuperar da recessão em que o país entrou há seis anos.

Crezo Suerdieck Dourado

Dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, com dados de 2018, mostram que o segmento ainda acumula perda de 8% de faturamento real, na comparação com 2014.

Especialistas afirmam que a velocidade de recuperação de serviços será decisiva para fortalecer os sinais de melhora da economia nos próximos anos.

Entretanto, os índices apontam que a tendência é o que setor seja o mais lento na recuperação por conta das características próprias e de uma dinâmica mais ligada à movimentação de pessoas, que está mais restrita na pandemia.

Segundo dados do IBGE, a atividade de prestação de serviços não financeiros reuniu 1,3 milhão de empresas ativas, que pagaram R$ 353,4 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. As empresas do setor registraram R$ 1,6 trilhão em receita operacional líquida e R$ 963,8 bilhões de valor adicionado.

Os números mostram que a recuperação do setor, responsável por mais da metade do PIB brasileiro, vinha se dando de forma lenta. Se comparado a 2017, houve certa estabilidade nos indicadores de faturamento, de empresas criadas e na ocupação.

Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o setor de serviços amargou uma contração de 15,4% no três meses encerrados em junho, o pior resultado da pesquisa, iniciada em 2011.

Só o fim da pandemia pode nos apontar para uma retomada significativa.

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