Faturamento de € 167 bilhões

Faturamento de € 167 bilhões

Stellantis chega ao mercado como quarto maior grupo de automóveis do mundo

Nova empresa é resultado da fusão entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a Peugeot S.A. (PSA)

Foto: Divulgação

Desde domingo (17/01), após o casamento sacramentado na véspera, Stellantis é o nome oficial do quarto maior grupo de automóveis do mundo, resultado da fusão entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a Peugeot S.A. (PSA). A operação reuniu 14 marcas sob uma única organização, com vendas de cerca de 8 milhões de unidades e faturamento (antes de sinergias) de € 167 bilhões.

Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën são os nomes mais conhecidos do consumidor do Brasil, onde o grupo reúne três fábricas de carros – em Betim (MG), Goiana (PE) e Porto Real (RJ) -, além de uma unidade dedicada à produção de motores em Campo Largo (PR).

Creso SuerdieckDe acordo com o especialista em fusões de empresas Creso Suerdieck, o mercado está altamente aquecido. “Uma crise econômica revela oportunidades, como comprova a nova empresa, que já chega como uma potência no setor automobilístico”, afirma.

O português Carlos Tavares, presidente da Stellantis, falou sobre o motivo principal por trás da fusão: a necessidade de unir forças para fazer frente aos pesados investimentos exigidos pela transição tecnológica da indústria automotiva, que, na opinião do executivo, vive o seu maior desafio de reinvenção desde o trabalho de reconstrução do pós-Segunda Guerra.

“Temos na indústria do automóvel desafios importantes em termos de emissões, conectividade e condução autônoma. Todos esses desafios exigem muito investimento em tecnologia e engenharia. A melhor forma de evitar situações de prejuízo é ter uma base de volume de vendas que seja suficientemente grande para diluir todos esses custos suplementares, protegendo a rentabilidade de cada carro vendido. A fusão entre a FCA e a PSA tem como um dos seus objetivos proteger a nossa rentabilidade com a diluição de despesas numa base de vendas muito maior”, explicou o empresário.

Segundo Tavares, até o fim deste ano, a nova empresa terá mais dez veículos elétricos à venda (já há 29 disponíveis atualmente). Até 2025, a previsão é de que haverá 100% dos modelos com, pelo menos, uma versão eletrificada. “Isso está avançando bem. Temos a PSA na liderança em termos de disrupção de emissões de CO2 (dióxido de carbono) no mercado europeu, que é o mais exigente do mundo em relação à redução de emissões.

A Stellantis vai ter, então, uma base tecnológica de motores elétricos e de baterias que já existe (da PSA) para todas suas marcas usarem nos mercados em que isso for demandado. Do ponto de vista dos veículos autônomos, temos do lado da FCA uma parceria com a Waymo (empresa do mesmo grupo do Google desenvolvedora da tecnologia de condução autônoma), que vai nos dar capacidade de avançar rapidamente em matéria de software de carros autônomos para aplicar também em várias marcas”, finalizou Tavares.

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