Fusões: 14% superior a 2020

Fusões: 14% superior a 2020

Fusões: 14% superior a 2020

Número de fusões e aquisições e empresas no Brasil bate recorde em 2021

“Empresas que têm o mesmo segmento entendem que, se unindo, tornam-se mais fortes para passar pelo ‘furacão’”, acredita Creso Suerdieck

Foto: Ambev foi exemplo da fusão de duas empresas. Divulgação

O número de fusões e aquisições no Brasil bateu novo recorde de janeiro a novembro de 2020, chegando a 909 transações, mostra levantamento da consultoria PwC Brasil. No período, a quantidade de negócios fechados foi 42% superior à média do mesmo período dos últimos cinco anos (638 transações), com aumento de 14% em relação a igual intervalo do ano anterior (798 transações).

Somente em novembro foram 107 fusões e aquisições, 19% a mais do que no mesmo período de 2019. A PwC afirma que o avanço no número de transações reforça a tendência de recuperação acelerada do mercado de fusões e aquisições, que foi fortemente afetado nos em abril e junho pela pandemia da covid-19.

Creso Suerdieck DouradoSegundo Creso Suerdieck, especialista no assunto, as fusões tendem a crescer em momentos e crise econômica. “Empresas que têm o mesmo segmento entendem que, se unindo, tornam-se mais fortes para passar pelo ‘furacão’”, acredita.

Com demanda especialmente aquecida pela crise sanitária e trajetória anterior já ascendente, o setor de tecnologia da informação (TI) foi o líder em fusões e aquisições, com 394 operações no acumulado até novembro. Exemplos nesse setor foram a aquisição da plataforma de serviços condominiais Sindiconet pela startup de aluguéis Quinto Andar e a disputada compra a Linx pela Stone.

Na sequência, vieram os setores de serviços auxiliares e de saúde. O setor de serviços públicos foi o quarto em número de transações, seguido pelo financeiro.

Outro fator de destaque do período foi o aumento do interesse do investidor nacional, cujo número de aquisições e compras minoritárias ao longo desses 11 meses chegou a 668 transações, 31% a mais do que de janeiro a novembro de 2019. Nos negócios anunciados, os investidores locais representaram 76% do total. Em 46% das transações que envolviam investidor estrangeiro, a origem era de apenas três países: Estados Unidos, Canadá e França.

Os investidores financeiros – fundos de private equity – também se tornaram mais frequentes nessas transações, com alta de 29% no número de operações quando comparado ao mesmo período de 2019, chegando a 260 negócios de janeiro a novembro de 2020. Ainda assim, os investidores financeiros nacionais foram maioria. Se observado somente novembro, eles foram responsáveis por 65% das transações.

O único recuo observado pelo levantamento da PwC foi em privatizações e concessões. Essas operações caíram pela metade em comparação a janeiro a novembro de 2019, representando apenas 20 das transações ocorridas nesses 11 meses de 2020.

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