Gigante da Saúde: R$ 120 bilhões

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Hapvida e Intermédica discutem fusão das empresas

Junção criaria empresa de cerca de R$ 120 bilhões em valor de mercado e com mais de 13 milhões de clientes

Fotos: Cândido Júnior e Jorge Pinheiro Koren, controladores da Hapvida, e Creso Suerdieck-divulgação

No último dia 8 deste mês, as duas grandes operadoras verticalizadas de saúde da Bolsa, Hapvida (HAPV3) e Intermédica (GNDI3), anunciaram que estão discutindo uma fusão que pode criar uma empresa de cerca de R$ 120 bilhões em valor de mercado e com mais de 13 milhões de clientes (algo entre 15% e 18% do mercado brasileiro). O negócio pode ser selado no início de fevereiro.

Creso Suerdieck DouradoDe acordo com Creso Suerdieck, especialista em fusões de empresas, será um grande acordo, pois cada empresa é forte numa região do país. “A Intermédica é líder no Sul-Sudeste e a Hapvida tem a liderança no Norte-Nordeste. É interessante para ambas pegarem clientes em todo o Brasil”, avalia.

Só para esclarecer: operadoras verticalizadas são as empresas que detêm todos os elos da saúde suplementar, ou seja, ao mesmo tempo que recebem o dinheiro do beneficiário, administram os hospitais e clínicas da rede credenciada.

É um modelo que alinha os incentivos entre quem paga a conta e quem presta o serviço, já que são a mesma empresa. No outro modelo, descentralizado, operadores e prestadores na maioria das vezes têm incentivos opostos: de um lado do balcão uma operadora tentando diminuir custos e um prestador de serviço tentando aumentar a receita.

Esse diagnóstico sobre o setor é de Luiz Liuzzi, da Kiron. O fundo que Liuzzi gere era o que tinha maior concentração nas ações da Hapvida: 9% antes do anúncio da fusão, cerca de 12% após a notícia — com a divulgação da intenção de fusão, os papéis de HAPV3 subiram 21%, e GNDI3, 30%.

“Não sabia que eles poderiam se juntar, mas sempre achei que faz muito sentido”, disse Liuzzi. “Elas têm complementaridade regional, pois não se cruzam em quase nenhuma região do Brasil”, afirma. “Esse modelo enfrenta muito bem a inflação médica, que é um grande problema para a humanidade, justamente alinhando incentivos”, diz Liuzzi. Para o gestor, com a fusão o papel da Hapvida ainda pode crescer 35%.

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