Grandes empresas escapam via bancos

Grandes empresas escapam via bancos

Grandes empresas escapam via bancos

Pequenas e médias empresas saem machucadas da crise econômica

‘Antes de entrar num processo de recuperação judicial, avalie os custos’, recomenda especialista

(Foto: Agência Brasil)

Nove em cada 10 pedidos de recuperação judicial em maio e em junho vieram das pequenas e médias empresas, deixando evidente a percepção de que esse é o grupo de companhias que deve sair mais machucado da crise econômica causada pelo covid-19. Embora as empresas menores historicamente liderem as estatísticas de número de novos pedidos, esse grupo nunca chegou ao percentual de 90% dos casos. Mas o que chama a atenção da consultoria financeira Alvarez & Marsal é o sumiço das empresas com faturamento anual acima dos R$ 300 milhões nas estatísticas.

Caminho sem volta

Creso Suerdieck DouradoCreso Suerdieck, empresário especialista no setor de recuperações judiciais, lembra que a recuperação judicial de uma empresa envolve custos. “Uma empresa pequena que entra com este processo sem nenhum caixa fatalmente fará parte da estatística das mais de 90% que entram e não conseguem sair. Qualquer planejamento neste sentido deve observar o vencimento da carência para pagamento do passivo. Por mais que, num primeiro momento, a empresa entenda que a recuperação judicial é a saída, o conselho é que, antes de tomar essa decisão, procure entender melhor como funciona este processo e, principalmente, os custos, já que é um caminho sem volta”, aconselha o especialista.

Justiça contra credores

As grandes empresas têm recebido uma “mãozinha” dos bancos comerciais, que estenderam os vencimentos de suas dívidas para o ano que vem. A ajuda, porém, não protege empresas em recuperação judicial, na avaliação da A&M, que espera que várias delas recorram à proteção da Justiça contra credores a partir dos próximos meses. A previsão é que cerca de 2.500 empresas entrem com pedido por conta dos impactos da covid-19.

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