Juro baixo e crédito fácil para reativar a economia do Brasil

Os problemas financeiros do empresariado em geral, com fortes reflexos nas pequenas e médias empresas, foram minimizados, com juros baixos e empréstimos a micro e pequenas empresas no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Trata-se de aposta da equipe econômica de Paulo Guedes para destravar os empréstimos neste segmento. Também foi anunciado o Plano Safra, com R$ 236,3 bilhões destinados ao agronegócio, setor com sucesso.

A Caixa Econômica Federal (CEF) já emprestou R$ 7 bilhões para as micro e pequenas empresas na crise, sendo mais de R$ 1 bilhão por meio da parceria com o Sebrae. A adesão ao Pronampe permitirá que a oferta de crédito seja ampliada para mais empresas.

É que a linha resolve uma das principais dificuldades dos pequenos negócios, que é a garantia para obter crédito.

O programa está mirando empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, inicialmente àquelas que optam pelo Simples Nacional. A partir do dia 23 de junho, o crédito começa a ser disponibilizado para empresas não optantes pelo Simples Nacional. Já no dia 30 de junho, os microempreendedores individuais (MEIs) poderão solicitar os recursos na CEF. A taxa de juros dos empréstimos será equivalente à Selic mais 1,25% ao ano, que era a taxa do crédito mensal, ou seja, 4,25% ao ano, sem precedente, em termos de juros.

Em momento de crise como o que estamos passando é fundamental dar apoio financeiro aos pequenos e médios negócios, os quais, normalmente, têm dificuldades para acessar crédito bancário, uma vez que não preenchem, muitos, as exigências e garantias do modelo que lhes é proposto na rede bancária.

Importante este binômio juros baixos e crédito disponível com juros também baixos, com o foco para manter muitas atividades comerciais funcionando e evitando a dispensa de empregados, como tem acontecido em diversos estados, onde o Rio Grande do Sul está inserido, em meio a muitas outras dificuldades econômicas.

Tudo isso visando ao período pós-crise, quando então haverá o retorno da vida como era antes, mesmo que não exatamente no mesmo paradigma. Ainda que seja chamado de novo normal, temos que nos organizar em todos os sentidos para renovar o espírito empreendedor e de muito trabalho. O Brasil não pode parar em meio ao combate ao coronavírus, visando, justamente, dar recursos à saúde.

Que as ações, combinadas, sirvam de alento, mesmo em meio a tanta tristeza pelo vertiginoso número de vítimas fatais da Covid-19.

Via: Jornal do Comércio

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