Pandemia e o varejo

Pandemia e o varejo

A PANDEMIA E O VAREJO

Se você é dono de loja e está conseguindo se manter aberto, você é um sujeito de sorte. Se você ainda conseguiu manter seu emprego no varejo, seja muito grato. Falo isso, porque há uma onda de lojas fechando e empresas falindo, tanto aqui, quanto nos EUA.

A economia globalizada gera um efeito cascata em todos os mercados, uma vez que muitas empresas dos mais diversos ramos, costumam criar operações para sua marca ao redor do mundo. Dessa forma, para equilibrar as contas, costumam fechar postos em toda sua cadeia.

Como exemplo a loja Zara fechou 1.200 e Starbucks fechará 400 lojas. Se engana quem pensa, que os efeitos da pandemia afetaram apenas as empresas mais populares. Marcas ligadas ao consumo de luxo como Chanel, Patek Philippe, Rolex e Hermès estão interrompendo sua produção. Ou seja, o estrago vai ser do pequeno ao gigante.

Nos EUA empresas de grande renome passam por dificuldades e podem decretar falência muito em breve: Herz, Comcar e JC Penny estão entre elas. A Nissan estuda a possibilidade de fechar suas operações no mercado americano. Em consequência, as reivindicações de desemprego na terra do Tio Sam, atingiram uma alta histórica de mais de 38 milhões, hoje 25% dos trabalhadores ativos está desempregado. Com a diminuição da circulação de renda, o consumo diminui e a economia ainda entrará em queda livre.

Até o mega investidor Warren Buffet teve um prejuízo de US$ 50 bilhões nos últimos dois meses, no mesmo passo a maior empresa de investimentos do mundo – BlackRock – está sinalizando para um desastre na economia mundial, eles administram uma carteira na ordem dos US$ 7 trilhões.

Outra empresa que enfrenta dificuldades é a WeWork, líder no mercado de escritórios compartilhados. Com a vinda do home-office como regra e a necessidade de mantermos o distanciamento, esses espaços vão ser repensados. Talvez, não se tornem tão lucrativos quanto antes.

Para tentar salvar sua economia e seu mandato, Donald Trump estimula o Tesouro americano a imprimir trilhões de dólares e tentar se manter no topo do mundo. Entretanto, essa jogada gera uma falsa sensação de riqueza e do poder de consumo dos cidadãos. Essa decisão é questionável por diversos economistas.

O corona vírus fez com que muitos gigantes enfrentassem a crise do fracasso, pela qual, talvez nunca tenham passado. Após cinco meses de pandemia, com muitas dívidas, dezenas de empresas faliram.

Se você tem negócios e sua empresa ainda está lá, e não há cortes de pagamento ou demissões, trate bem sua empresa e seu cliente. A segunda metade de 2020, é o desafio da força e relacionamento corporativos. É a hora da sobrevivência. Cuide de si e deus entes queridos. Seja feliz com o que você tem.

Creso Suerdieck

 

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