Rangers: volta por cima

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Rangers ganha título escocês de futebol após falência em 2012

“Leis de falências e recuperações judiciais dos países desenvolvidos trabalham em conjunto com o credor e o devedor para solucionar os problemas, ao contrário da lei brasileira”, ressalta Creso Suerdieck

Foto: Divulgação/Rangers

Foi um longo caminho, mas o Rangers voltou a conquistar o Campeonato Escocês. A equipe faliu em 2012, precisou ser refundada e recomeçar desde a quarta e última divisão do futebol nacional até voltar à primeira na temporada 2016/2017. Sob o comando do técnico Steven Gerrard, ídolo do Liverpool, a equipe faz uma temporada excelente e garantiu o troféu pela primeira vez desde a retomada, no último final de semana.

No sábado (06/03), o Rangers venceu o St. Mirren por 3 a 0, abrindo 20 pontos de vantagem para o segundo colocado, o arquirrival Celtic. Já no domingo (07/03), a equipe alviverde empatou em 0 a 0 com o Dundee United, resultado que garantiu matematicamente o título da equipe de Gerrard. Os torcedores se reuniram ao redor do estádio Ibrox, em Glasgow, para celebrar, quebrando as regras de distanciamento social no Reino Unido.

O título do Rangers interrompe uma sequência de nove títulos consecutivos do Celtic, que reinou praticamente sozinho na Escócia após a falência do maior rival. A campanha invicta do Rangers é impressionante: em 32 jogos até o momento, foram 28 vitórias e 4 empates.

A equipe ainda está viva na Liga Europa, onde enfrenta o Slavia Praga, da República Checa, nas oitavas de final, e na Copa da Escócia, onde enfrenta o Cove Rangers pela terceira fase.

Creso Suerdieck DouradoO título é o primeiro de Steven Gerrard como técnico. Ele assumiu o Rangers em 2018, aos 38 anos, depois de um ano treinando equipes de base do Liverpool. Desde então, conseguiu melhorar a equipe, levando-a a bons papéis em competições europeias e, finalmente, encerrando o jejum de títulos nacionais.

O empresário Creso Suerdieck, especialista em fusões, aquisições e recuperações judiciais, credita o título nacional do time escocês às leis de falências e recuperações judiciais empregadas nos países desenvolvidos. “Elas trabalham em conjunto com o credor e o devedor para solucionar os problemas. Já a lei brasileira é muito implacável. Se alguém falir no Brasil terá muitas dificuldades de voltar ao mercado, principalmente se, no processo de falência, envolver dívidas trabalhistas”, ressalta.

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