Gulfood 2021

Gulfood 2021

Gulfood 2021

Primeiro evento presencial de abastecimento de alimentos e bebidas do ano acontece em Dubai

Brasil quer fomentar exportações de produtos nacionais para o exterior

Foto: Divulgação

Creso Suerdieck

O mercado árabe continua sendo um forte parceiro comercial do Brasil. De acordo com análise do secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour, o país, em 2020, foi o principal exportador de produtos de agronegócios aos países árabes.

O mercado árabe foi o terceiro destino das exportações brasileiras como um todo. “Embora registrássemos uma queda de exportação de 6,6%, em virtude da pandemia, conseguimos atingir US$ 11,4 bilhões em exportação para estes países no ano passado. Em alimentos e bebidas, tivemos o acréscimo de 2,8%”, explica Mansour.

Por isso aconteceu, nos Emirados Árabes, em Dubai, o primeiro evento presencial de abastecimento de alimentos e bebidas do ano: a Gulfood 2021. Na última edição, em 2019, a feira gerou US$ 1,4 bilhão em negócios. Para a edição 2021, a feira preparou 20 salões e 85 pavilhões de países, em um primeiro evento presencial de abastecimento de alimentos e bebidas do ano.

A fim de ampliar ainda mais as oportunidades entre os países, o Brasil foi representado por diversas empresas nacionais do setor. Dentre elas, a Cdial Halal, uma das maiores certificadoras de produtos halal no Brasil e América Latina.

O gerente comercial da Cdial Halal, Omar Chahine, que representou a empresa na feira, conta que foi um evento muito importante para o setor e que o Brasil sempre tem destaque neste mercado.

“Por sermos um dos maiores exportadores de produtos halal do mundo, muitas empresas procuram os stands brasileiros para realizar network e expandir seu mercado, proporcionado cada vez mais oportunidades para os produtores do país”, diz Chahine.

Mercado árabe

Atualmente, são 1,8 bilhão de muçulmanos no mundo e a previsão é chegar a 3 bilhões até 2030. Conforme dados do State of the Global Islamic Economy Report (Relatório Global da Economia Islâmica), os gastos com produtos halal no mundo (comida, fármaco, cosmética, lifestyle e outros) podem chegar a cifras em torno de US$ 3,2 trilhões até 2024.

O intuito da visita foi fomentar ainda mais as exportações do produto halal brasileiro para o exterior. “Os investimentos em certificação halal estão crescendo a cada ano, principalmente no setor de alimentos. Num passado não muito distante, o Brasil certificava somente proteínas.

Hoje, temos a oportunidade de certificar commodities como soja, milho, café, arroz, queijo, além de produtos lácteos, lubrificante de alimentos, entre outros. O objetivo é certificar toda a cadeia produtiva. O selo halal não é destinado somente à comunidade muçulmana, mas a toda população que busca por alimentos seguros e com rastreabilidade”, conclui Chahine.

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